Provavelmente as únicas pessoas no mundo que não adoram zumbis são aquelas que estão sob risco de ser devoradas por eles. Dezenas, senão centenas de filmes e livros e games já foram produzidos com os adoráveis comedores de cérebro em destaque, e quando eles aparecem, logo em seguida ocorre, normalmente, um massacre de proporções épicas, com derramamento de muito sangue dos vivos e de seja lá o que for que os zumbis tenham fluindo em suas veias apodrecidas.
Facewound faz jus a esta tradição sanguinolenta: o game coloca o jogador no papel de um humano, único sobrevivente de um apocalipse de zumbis, que precisa lutar para sobreviver em uma cidade completamente arruinada e destruída pelas criaturas. Os inimigos são numerosos e não querem nada além de comer seu cérebro, mas a humanidade ainda tem uma chance, pois um arsenal de mais de vinte armas de grosso calibre estão disponíveis para acabar de vez com os mortos-vivos.
Além de duas dimensões
O game, dos mesmos desenvolvedores do divertidíssimo e popular Garry’s Mod, modificação para Half-Life 2, preza não só pela diversão óbvia envolvida em explodir um zumbi: tecnicamente, o jogo impressiona, por aplicar em um game 2D efeitos especiais bem desenvolvidos, tradicionalmente associados com games 3D.

O fogo e as ondas de choque de explosões causam distorções realistas no ambiente ao seu redor, e arremessam zumbis para todos os lados, nem sempre com todos seus membros ainda presos ao tronco. Outro efeito que destaca o game é o chamado ragdoll, incomum em games 2D, que simula os movimentos de um corpo morto, se torcendo naturalmente com quedas e impactos.
A mesma atenção também é dedicada aos sons do caos que acontece a todo instante. Cada arma tem seus sons específicos. Desde o estampido seco de uma pistola de baixo calibre até o rugido de uma serra elétrica, todo o arsenal tem personalidade e impacto sonoro. Porém, é estranho o fato dos zumbis serem mudos, já que os gemidos e uivos dos mortos-vivos são uma parte importante de sua aparência tradicional.
Um arsenal à disposição
As armas são compradas durante o jogo, utilizando barras de plutônio encontradas em zumbis destruídos ou em caixas de madeira espalhadas ao redor da cidade. Com apenas uma tecla, um menu de compra é aberto e mostra as dezenas de poderosas ferramentas de destruição disponíveis para realizar a divertida tarefa de explodir dezenas de zumbis sedentos por sangue.
Quem não está satisfeito com o ambiente que o game proporciona também pode produzir sua própria visão de uma cidade apocalíptica, com um editor de mapas incluído com os arquivos do jogo. A possibilidade de customização é interessante, pois o desenvolvimento ainda não está em seu estágio final, e ainda existem diversas falhas e defeitos a serem corrigidos. A abertura aos usuários faz com que a própria comunidade de fãs ajude a corrigir tais problemas.
Mesmo não estando completamente polido em sua forma atual, este jogo apresenta muitas idéias interessantes e inovadoras para a categoria: raramente um desenvolvedor tenta aplicar efeitos tridimensionais em um game 2D, e é ainda mais incomum uma tentativa deste tipo que dê certo. Facewound é recomendado porque, ao mesmo tempo em que quebra padrões de seu estilo, oferece ao jogador a divertida, porém aparentemente redundante tarefa de matar centenas de mortos-vivos.
Nossa Opinião
Acima você conferiu uma descrição completa sobre o Facewound e suas funcionalidades, saiba agora o que achamos dele
Zumbis são sempre muito divertidos. Desde suas primeiras encarnações na cultura popular, até as suas versões mais modernas, os mortos-vivos estão entre os monstros mais famosos e utilizados em filmes, jogos e livros. Lentos ou rápidos, estúpidos ou inteligentes, poucos ou numerosos, eles nunca deixam de enojar e assustar os espectadores.
Este game, ao mesmo tempo em que adota um estereótipo da ficção de horror, inova tecnicamente de uma maneira inesperada. Por mais que não sejam muito bem utilizados, os recursos gráficos utilizados no desenvolvimento são bastante incomuns em jogos do estilo, e fornecem a Facewound uma posição de destaque.
Porém, o game tem seus problemas. A jogabilidade é um pouco inacessível e desconfortável, pois a mira da arma não acompanha perfeitamente os inimigos, e o jogo requer um pouco de prática por parte do jogador para se tornar realmente agradável. Outro problema relativo ao controle é que é difícil manipular o personagem durante seus pulos, tornando a tarefa de subir em uma plataforma muito mais difícil do que deveria ser.
Os gráficos são bastante bons, tanto pelos recursos técnicos quanto pela personalidade do visual do game. Os efeitos de fogo e fumaça são bem desenvolvidos e as explosões impressionam por seu impacto visual. Também é estranhamente divertido observar a cabeça de um zumbi explodir em mil pedaços, demonstrando completamente a violência do game.
O áudio é relativamente medíocre. Os sons das armas são bons, mas a música é repetitiva e invasiva, e começa a incomodar após um tempo. Conforme o jogador vai adquirindo mais barras de plutônio, o som que indica esta aquisição vai ficando mais agudo. Isso é uma boa idéia, pois elimina a necessidade de observar a quantidade adquirida, permitindo que o jogador perceba o quão perto está de poder comprar uma arma nova através apenas dos sons.
Outro problema é a lentidão com que o jogador evolui seu personagem. Uma quantidade muito grande de plutônio é necessária para adquirir um simples crédito, e as armas mais poderosas custam mais de dez vezes isso. Provavelmente, o jogador precisará vencer várias fases para poder se tornar mais forte.
Em suma, o jogo é bastante interessante, por mais que tenha diversos problemas. As idéias do desenvolvedor são divertidas e inovadoras, e violência excessiva e insana nunca deixa de ser muito atraente para um público relativamente grande. Se você faz parte deste público, ou se quer apenas destruir zumbis para passar o tempo, Facewound é uma opção recomendada.
Prós
Contras
- Jogabilidade desconfortável
- Música incômoda