Talvez parte do sucesso das vendas dos celulares Nokia nos primeiros anos deste século XXI tenha sido influenciada por
Snake — o jogo da cobrinha que chegou até a ganhar uma segunda versão para o aparelho. Pessoas desfilando e exibindo o novo recorde obtido era comum e aceitável, visto que poucos ficavam de fora desta febre.
De simples passatempo a vício, a faminta anelídea, que não pára de crescer durante a partida, também não parou de crescer em termos de sucesso e é constantemente homenageada com diversos títulos independentes para o computador.
GL Snake 2007 não é diferente; ou melhor, é. Desta vez, apesar de o objetivo continuar sendo comer sem atropelar a si mesma, os gráficos são em 3D e há um editor de mapas que possibilita criar fases personalizadas, com cenários variados, novos obstáculos, itens e comidas.
A protagonista não parece mais uma minhoca inocente. Desde o começo, você controla uma cobra nada amistável que, ao crescer, assemelha-se muito à famosa Anaconda. Com ela, você deve obter a maior pontuação possível, passando por fases que se tornam cada vez mais difíceis (inclusive a dificuldade geral pode ser ajustada entre 5 níveis diferentes — o último é praticamente impossível).
Há também a opção de praticar, antes de entrar e começar a engolir tudo para valer. Assim, você pega mais familiaridade e experiência com a jogabilidade.
As maçãs, pelo jeito, não acompanharam a evolução do game. Em GL Snake 2007, as frutas foram substituídas por alguma espécie de refeição azul brilhante.
São vários cenários diferentes, sendo que a maioria permite a ultrapassagem de um lado para o outro (atravessando a parede). E é possível mexer a câmera, através das teclas W, A, S e D. Para movimentação, use as setas direcionais. Para mudar os gráficos do jogo, tecla F1.