Quem gosta um pouco mais de videogames bem sabe que tudo começou com os famosos jogos no estilo Arcade, por volta da década de 70. Esse gênero de jogo é marcado, até hoje, por sua simplicidade.
Apesar de não ter enredo ou gráficos complexos, os jogos arcade prendem a atenção pelo nível marcante de divertimento. De todos os grandes títulos iniciados nos fliperamas, um dos que fez mais sucesso foi, com certeza, o famoso Pacman, que no Brasil ficou conhecido popularmente por “come-come”.
Nele, seu personagem — uma bola amarela dotada de uma grande boca — come bolinhas menores enquanto foge de fantasminhas que desejam destruí-lo. Aqui e ali, algumas bolas de cor e tamanho diferente são dispostas. Ao passar por tais itens, o Pacman fica superpoderoso por um pequeno período de tempo, e os fanstamas passam a morrer de medo dele, fugindo loucamente.
Entretanto, em The Blue Mango Quest, os gráficos e o estilo primitivo do jogo são postos de lado, e a jogabilidade de Pacman torna-se similar a dos jogos de tiro em primeira pessoa, como
Counter-Strike e
Unreal Tournament.
Mas aqui o objetivo é bem diferente: ao invés de lutar num combate armado, você só precisa coletar pequenos discos que estão no chão e fugir das bolas pretas, que representam os fantasmas do jogo original. Em alguns pontos-chave do cenário são dispostas bolas azuis com um formato que lembra espinhos. Tais bolas permitem aos jogadores destruir as bolas pretas inimigas.
O jogo — como a grande maioria dos que tentaram modificar os antigos arcade — não resultou em nada de muita qualidade, não é tão divertido quanto o game original e a jogabilidade não faz juz ao nome Pacman. Enquanto nos jogos normais da série o jogador percorria labirintos estreitos, aqui as salas são amplas e os controles dificultam a movimentação. Ainda assim, o jogo é passagem obrigatória para qualquer fã do estilo arcade antenado nas mudanças que ocorrem constantemente no mundo dos games.