Multicore: realidade e tendência

Por Fabio Roberto Machado Jordão
Sexta-Feira, 20 de Fevereiro de 2009

A palavra multicore é utilizada para definir qualquer processador que tenha mais de um núcleo. Atualmente há vários processadores desse tipo no mercado, seja eles processadores de dois, três ou quatro núcleos. As fabricantes de processadores (AMD e Intel) tiveram que tomar este rumo com os processadores por um simples motivo: os antigos processadores estavam atingindo velocidades (ou frequências) muito altas e logo não haveria sistema de refrigeração eficiente o suficiente para que eles não chegassem a temperaturas tão altas.

Antes de continuar com a explicação sobre os multicore, talvez seja ideal falar um pouco do processador em si. Ele é a principal peça de um computador, pois ele calcula e executa tudo o que o usuário ordenar. Sendo um dos menores componentes do computador, o processador tem internamente várias divisões. Cada parte interna do CPU executa uma função específica, porém a única parte indispensável e que realmente faz o trabalho pesado é o núcleo.

O nome já diz tudo, ele fica no centro do processador e tem a função de comandar tudo. Pensando assim, pode-se dizer até que o núcleo é quase o processador por completo. E foi a partir dessa ideia que as empresas que fabricam processadores tiveram a brilhante ideia de colocar dois núcleos em um mesmo processador, sendo que eles teriam apenas de compartilhar algumas peças.

Qual a vantagem dos multicore?

Além da notável diferença em poder de processamento, os processadores de múltiplos núcleos têm uma grande vantagem sobre os antigos processadores: várias tarefas podem ser realizadas ao mesmo tempo. E não para por aí, os processadores multicore esquentam muito menos do que processadores antigos, pois cada núcleo trabalha em uma velocidade menor e consequentemente produz menos calor.

Os atuais

Um dos processadores mais cobiçados atualmente

Ambas as fabricantes de processadores lançaram seus CPUs de dois núcleos quase que simultaneamente. Com poucas diferenças de nomes e configurações, as empresas notaram que este método seria eficiente, pois eles trariam um ganho significativo em softwares especialmente preparados para esse tipo de processamento.

Há ainda os recentes processadores de quatro núcleos, que diferem em muito poucos dos dual core. E claro, existem os desconhecidos CPUs de três núcleos, estes fabricados apenas pela AMD. A arquitetura interna (dos microcomponentes) dos processadores de três e quatro núcleos até diferenciam um pouco, mas de uma forma em geral, eles tendem a trabalhar exatamente igual aos seus antecessores.

Em breve numa loja perto de você

Como o avanço da tecnologia nunca para, em breve os processadores de dois núcleos começarão a ser aposentados. Os de quatro núcleos serão os populares e chegará a época dos processadores de seis e oito núcleos. Segundo boatos, a Intel já está trabalhando nestes processadores e eles não devem demorar muito a chegar ao mercado.

É evidente que como todo lançamento, não chega a compensar a compra de componentes tão avançados tecnologicamente. Um exemplo muito claro disso são os atuais Intel Core i7, que para os consumidores é um verdadeiro sonho de consumo, e tende a ser um sonho por muito tempo, porque são o que existe de melhor atualmente.

Um evolui, todos evoluem

A informática sempre teve este laço entre componentes e o processador sempre foi o principal responsável. Isso é óbvio, pois os processadores mudam fisicamente e exigem novas placas-mães, mas ao mesmo tempo há também uma evolução interna nos processadores, a qual traz novas tecnologias para os computadores.

Os processadores multicore exigem novos componentes de hardware

Um exemplo bem claro disso é o padrão DDR3 de memórias RAM, que foi implementado nos processadores de quatro núcleos. Com a chegada dos processadores de seis núcleos, provavelmente o padrão DDR3 já não seja rápido o suficiente e será necessário substituir por um novo modelo. A parte física provavelmente será alterada e com certeza apenas placas-mãe novas poderão suportar estes CPUs.





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13 pessoas opinaram sobre este artigo
Iago em 21/7/2009 às 22:42h Eu ja vi esse filme primeiro eh os processadores de 32 nucleos depois um sistema chamado SKYNET alias esse podia ser o Nome do sistema da google alias ela domina a sua vida depois robos depois o fim da humanidade depois ....haushausahs to brincando mas eh possivel !!!!
Rodrigo em 7/3/2009 às 14:43h "A matéria é ótima mas peca pela superficialidade do conteúdo, deu simplesmente uma "pincelada" no assunto, embora inicialmente esclarecedor poderia abranger um pouco mais a fundo as diferenças entre as tecnologia, se valer uma sugestção poderiam fazer uma matéria comentando a evolução dos processadores, permitiria visualizar que em determinado momento houve um "boom" nas inovações." by ghostbiker
Costajunior em 6/3/2009 às 23:05h Quatro nucleos cara!!!Quero o meu!!!Só não entendi como funciona na prática essa divisão de tarefas!
Maycon em 6/3/2009 às 18:38h Comentário interessante. Para você ter uma idéia os processadores de computadores já são ótimos um processador de quatro núcleo já é ótimo e o melhor processador que existe no mercado é o Intel Core i7 sem nenhuma dúvida enquanto esse processador usa 4 núcleos o playstation 3 já usa inacreditavelmente 9 núcleos é um melhor desempenho, rapidez enfim. Imagine quando os processadores de pc chegarem a 9 núcleos concerteza a memória iria mudar o padrão de DDR3 para outras gerações futuras melhores, seria um desenvolvimento tecnológico impressionante.
Felipe Alencar em 27/2/2009 às 13:34h O texto foi bem esclarecedor, evidentemente, este assunto é bem amplo, e não daria pra abrangê-lo satisfatoriamente neste texto, o Baixaki tem outros textos que exolicam as diferenças entre os Core e os Quad, mas o interessante é ir aprendendo em partes, senão bagunça tudo na mente.
Guilherme em 27/2/2009 às 11:32h Roldão a questão de não se popularizar os de 2 4 nucleos esta errada pois assim como os p4 sairam de linha os de 2 nucleos tambem vão. é um processo continuo de renovação...
ghostbiker em 27/2/2009 às 10:15h A matéria é ótima mas peca pela superficialidade do conteúdo, deu simplesmente uma "pincelada" no assunto, embora inicialmente esclarecedor poderia abranger um pouco mais a fundo as diferenças entre as tecnologia, se valer uma sugestção poderiam fazer uma matéria comentando a evolução dos processadores, permitiria visualizar que em determinado momento houve um "boom" nas inovações.
кαυαи em 27/2/2009 às 04:54h excelete artigo tirou todas as minhas duvidas.
CPhilipe em 27/2/2009 às 00:58h Muito bom esse artigo! Como o amigo aqui falou nosso apego emocional por nossos PCS é incrível, meu velho Celeron é um guerreiro kkk, mesmo com um dual não esqueço dele kkk, mas falando sério, o avanço tecnológico está a todo vapor, e que continue assim, mas com tantos processadores fica dificil escolher o qual comprar, Baixaki dizem que os processadores AMD são superiores aos da Intel em processamento gráfico, afinal isso é verdade?
jose2007 em 26/2/2009 às 21:06h Na verdade, atualmente - e como sempre foi - os principais chips que dão vida a placa-mãe e, consequentemente ao PC, é o chipset (formado pelo chips Norte e South bridges), a CPU (Central Unit Processing - Unidade Central para processamento de dados) e o chip flash ROM onde fica gravado o programa BIOS (Basic Input/Output System - Sistema Básico de Entrada/Saída). Falar da CPU e não falar dos outros dois chips (Chipset e chip Flash ROM) é explicar o assunto pela metade, já que esses dois chips são desenvolvidos em conjunto com o desenvolvimento da CPU, já que eles precisam falar a mesma língua da CPU para que o sistema opere corretamente. Exemplo: A CPU suporta DDRIII, mas o Chipset não possui em seu banco as instruções para que a CPU possa ler este tipo de memória.


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