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Eu mesma matei meu filho

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Funciona em: Android
Adicionado em : 25/04/2020 Imprensa da Universidade de Coimbra / Coimbra University Press
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Descrição

Alana Schmidt
As such, this book offers a comparative reading of the aforementioned authors as well as the intellectual debate brought out by their tragedies, namely the discussions about the value of poetry and catharsis (Plato and Aristotle), the ...
A representação poética do filicídio materno é o eixo conceitual para a aproximação, proposta neste livro, entre três dramaturgos que, embora distantes no tempo, se avizinham no interesse que compartilham pela matéria trágica. A partir desta perspectiva, a Medeia (431 a.C.) de Eurípides, a Gretchentragödie (1790) de Goethe e a Yerma (1934) de García Lorca confirmam-se como obras teatrais cujo sentido do trágico repousa na antinomia do assassinato da criança pelas mãos daquela que lhe deu a vida. O filicídio, nestes casos, funciona antes como metáfora plurivalente que afirma o corpo e o feminino como residências trágicas de conflitos primordiais: o sagrado versus a razão, a estética versus a política, a literatura versus a filosofia, a intuição versus o conceito. Neste panorama, o presente ensaio propôe uma leitura comparada entre os clássicos em questão e o debate intelectual que as suas tragédias suscitaram, desde as discussões sobre o valor da poesia e da catarse (Platão, Aristóteles), passando pelas questões do sublime e da vontade (Kant, Schiller, Schopenhauer) até às modernas revisões do trágico propostas por Nietzsche e Unamuno. Poetical representations of maternal filicide constitute the conceptual axis for the present study. I examine three playwrights which, even though separated in time, share the common interest for such a tragic matter. From this point of view, Euripides’ Medea (431 BC), Goethe’s Gretchentragödie (1790) and García Lorca’s Yerma (1934) stand out as plays in which the tragic meaning rests in the irony of having a child being murdered by the very same person who gave him life. Filicide, in these cases, works mostly as a meaningful metaphor for both the female body and women’s nature as tragic households of primordial conflicts: the sacred vs. reason, aesthetics vs. politics, literature vs. philosophy, intuition vs. concept. As such, this book offers a comparative reading of the aforementioned authors as well as the intellectual debate brought out by their tragedies, namely the discussions about the value of poetry and catharsis (Plato and Aristotle), the themes of sublime and will (Kant, Schiller, Schopenhauer), and the contemporary reassessments of the tragic proposed by Nietzsche and Unamuno.

Prós & Contras

Prós

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